Framework B — Prescrição

A tarefa aplicável e eficaz

Com o diagnóstico na mão, o Framework B decide o que fazer — na ordem de preferência do RCM (SAE JA1011; Moubray, RCM II). Uma tarefa só entra no plano se for tecnicamente APLICÁVEL (detecta ou previne aquele modo de falha) e se VALER A PENA (custar menos que a consequência que evita).

A hierarquia de tarefas

  1. 1
    CBM

    Sob condição — se a falha dá sinal mensurável (intervalo P-F), monitore a condição e aja no sinal. Inspeção ≤ P-F/2.

  2. 2
    TBM

    Restauração/descarte programado — só quando existe zona de desgaste definida (β > 1 com idade previsível). Intervalo antes da zona de desgaste.

  3. 3
    Proof Test

    Busca de falha — para funções OCULTAS (proteções, redundâncias): testa a função no intervalo (FFI) ditado pela disponibilidade exigida.

  4. 4
    RTF

    Operar até a falha — legítimo quando nada acima se aplica e a consequência é apenas econômica.

  5. 5
    Redesenho

    Mudança de projeto — compulsória quando a consequência é de segurança/ambiental e nenhuma tarefa reduz o risco a nível tolerável.

Consequência como filtro

A mesma falha técnica muda de estratégia conforme a consequência: segurança/ambiental exige redução comprovada de risco (ou redesenho); operacional pesa o custo de indisponibilidade; não-operacional pesa só o reparo. Por isso o seletor pergunta a consequência antes de fechar a decisão.

No acervo

Toda nota de modo de falha publica com a decisão do Framework B e um plano de manutenção exportável (painel verde) — coerência validada no build: CBM exige P-F, proof test exige falha oculta, RTF exige ausência de P-F.