O que é
Manutenção Baseada no Tempo (Time-Based Maintenance — a preventiva clássica): substituição ou restauração programada por idade ou uso (horas, ciclos, quilômetros), independentemente da condição aparente do item.
Quando é a decisão certa (Framework B)
Duas condições simultâneas (Moubray, cap. 6):
- Idade característica de falha — a probabilidade de falha cresce com o tempo/uso: β > 1 na análise Weibull, com dispersão baixa o suficiente para o intervalo fazer sentido;
- A restauração devolve a resistência original — trocar/reformar o item realmente "zera o relógio" (verdade para desgaste físico; falso para falhas induzidas por operação).
O intervalo sai da análise Weibull do histórico (ou da recomendação do fabricante enquanto não há dados — revisando após 2–3 ciclos).
A armadilha que define a estratégia
TBM em falha aleatória (β ≈ 1) é tecnicamente injustificável — e pior que inócua: toda intervenção reintroduz risco de mortalidade infantil (erro de montagem, contaminação, peça infantil) num item que não estava caminhando para falhar (Nowlan & Heap, p. 46 — a descoberta que fundou o RCM: só ~11% dos modos de falha complexos têm zona de desgaste dominante). Antes de agendar qualquer troca periódica, a pergunta é sempre: este modo de falha tem idade? — se não tem, o caminho é CBM (se houver P-F) ou RTF.
Na plataforma
O seletor de estratégia faz essa triagem pergunta a pergunta; a calculadora Weibull estima β e η do seu histórico — o β é o voto decisivo entre TBM e as alternativas.