Terceiro princípio da família Bombas, ao lado das rotodinâmicas e das de deslocamento positivo. Pela classificação do Hydraulic Institute, são bombas cinéticas sem elemento mecânico rotativo: a energia que move o líquido não vem de um rotor ou pistão, mas de um agente externo — um fluido/gás motriz (ejetor, air lift, aríete) ou, no único caso sem nenhum fluido motriz, um campo eletromagnético (a eletromagnética, abaixo).
Os tipos do escopo:
- Ejetor / eductor (jet pump) — um jato de fluido motriz em alta velocidade cria baixa pressão (efeito Venturi) que arrasta e pressuriza o líquido aspirado. Sem partes móveis; usado em escorva, poços profundos e vácuo de processo.
- Air lift — ar comprimido injetado na base de uma coluna reduz a densidade média da mistura, que sobe por empuxo. Ideal para líquidos abrasivos ou com sólidos (não há elemento em contato).
- Aríete hidráulico — aproveita a energia cinética de uma corrente de água (golpe de aríete) para elevar uma fração da vazão a grande altura, sem energia externa.
- Bomba eletromagnética — um campo eletromagnético impulsiona diretamente metais líquidos (sódio, chumbo-bismuto — circuitos de reatores e metalurgia). Sem partes móveis, sem selagem.
Fronteiras de classificação (honestidade taxonômica): as bombas regenerativas (periféricas), de vórtice (rotor recuado) e de disco (arrasto viscoso, tipo Tesla) aparecem por vezes listadas como "efeito especial", mas têm rotor — o Hydraulic Institute as trata no ramo cinético junto às rotodinâmicas. A "bomba de tubo flexível" é a peristáltica — vive em Deslocamento Positivo.
Vantagem comum: robustez e custo baixo (poucas ou nenhuma peça móvel). Preço: rendimento baixo frente às rotodinâmicas. (handbooks por tipo na Fase 1 — exigem anatomia própria)