Framework A — Diagnóstico
Como a falha se comporta no tempo
Antes de decidir o que fazer com uma falha, é preciso saber como ela acontece no tempo. O Framework A responde exatamente isso: o modo de falha envelhece (desgaste), é aleatório, ou é mais provável logo depois de uma intervenção (mortalidade infantil)?
Os seis padrões de Nowlan & Heap
O estudo clássico de Nowlan & Heap (United Airlines, 1978) mediu a probabilidade condicional de falha contra a idade para milhares de itens e encontrou seis padrões — com o resultado que redefiniu a manutenção: só ~11% dos itens (padrões A, B e C) mostram zona de desgaste clara que justifica intervenção por idade. Os outros ~89% são dominados por aleatoriedade ou mortalidade infantil — onde a revisão programada não ajuda e pode piorar.
| Padrão | Forma | Fração dos itens |
|---|---|---|
| A | Banheira (infantil + constante + desgaste) | 4% |
| B | Desgaste clássico (zona de desgaste definida) | 2% |
| C | Aumento gradual, sem zona definida | 5% |
| D | Baixa no início, depois constante | 7% |
| E | Aleatório puro (taxa constante) | 14% |
| F | Mortalidade infantil, depois constante | 68% |
A régua do β (Weibull)
O parâmetro de forma β da distribuição de Weibull traduz o padrão em número: β < 1 = mortalidade infantil; β ≈ 1 = aleatória (taxa constante); β > 1 = desgaste. Toda nota de modo de falha do acervo carrega essa leitura no painel roxo do Framework A — com a categoria editorial e o β típico citado na literatura.
Explorar na calculadora Weibull →
O que o diagnóstico alimenta
A saída do Framework A é a entrada do Framework B: só depois de saber se a falha dá sinal antes de acontecer (intervalo P-F), se envelhece e se é visível à operação é que faz sentido escolher a tarefa.