O que é
Manutenção Baseada em Condição (Condition-Based Maintenance — a manutenção preditiva): em vez de intervir por calendário, monitora-se um sinal que antecede a falha funcional (vibração, temperatura, partículas no óleo, tendência de desempenho, emissão acústica) e a intervenção acontece quando a condição cruza o limiar — dentro da janela da curva P-F (o intervalo entre a falha detectável e a falha funcional).
Quando é a decisão certa (Framework B)
Três condições simultâneas (Moubray, cap. 7; SAE JA1011):
- Existe P-F detectável — o modo de falha emite um sinal mensurável antes de comprometer a função;
- O intervalo P-F é praticável — dá tempo de detectar, planejar e agir (inspeção a cada P-F/2 garante ao menos uma leitura dentro da janela);
- A detecção é confiável — a técnica escolhida realmente enxerga o ponto P naquela máquina e condição de operação.
Vale tanto para falhas Wear-out com P-F quanto para Random com P-F (a categoria "Aleatória com P-F detectável" da IT-MNT-001): o que a CBM exige é o aviso prévio, não a idade previsível.
Periodicidade e armadilhas
- Periodicidade = P-F/2 — do intervalo P-F da técnica utilizada: ultrassom enxerga o ponto P antes da análise espectral, que enxerga antes da temperatura; trocar de técnica muda o P-F e, portanto, a rota.
- Baseline primeiro: sem a referência da máquina sã (assinatura de vibração, curva de desempenho de aceitação), o limiar de alarme é chute.
- CBM não conserta causa: detectar cedo compra tempo de planejamento — a recorrência pede análise de causa (o exemplo canônico é a cavitação: CBM detecta, mas a correção é operacional/de projeto).
Na plataforma
O seletor de estratégia percorre estas perguntas para qualquer modo de falha; a calculadora P-F dimensiona a rota a partir do intervalo estimado.