O que é
Run-to-Failure: a decisão deliberada de operar o item até a falha funcional e então corrigi-lo — com sobressalente na prateleira, procedimento de troca pronto e a consequência da falha aceita de antemão. É a corretiva planejada; o oposto da corretiva por surpresa.
Quando é a decisão certa (Framework B)
Duas condições simultâneas:
- Falha aleatória sem P-F — β ≈ 1 (nenhuma idade que justifique TBM) e nenhum sinal monitorável que antecipe a falha (nenhuma janela para CBM). O exemplo canônico: queima de placa eletrônica por surto.
- Consequência tolerável — a falha é evidente e seu custo (parada, reparo, segurança) é aceitável frente ao custo de qualquer tentativa de prevenção que, por definição, não funcionaria.
Se a consequência NÃO é tolerável (segurança/meio ambiente, ou econômica intolerável), RTF é proibido e a saída compulsória é redesenho — redundância, seleção de componente melhor, eliminação do modo de falha (Moubray, cap. 9; é a última linha do diagrama de decisão).
O que RTF exige (não é "não fazer nada")
- Gestão de sobressalentes dimensionada pelo λ e pelo lead time;
- Procedimento de troca rápida (o MTTR é a variável que resta ser gerenciada);
- Registro da falha no CMMS com código padronizado — o histórico é o que permitirá reclassificar se surgir padrão.
Na plataforma
O seletor de estratégia chega ao RTF pelo caminho "sem P-F + evidente + consequência econômica" — e ao redesenho compulsório quando a consequência é de segurança.