Falha de Lubrificação (Desgaste Adesivo)

modo_falhaISO 14224: BE-LUBFw A · mixed_complexFw B · cbm (Termografia/vibração mensal; verificação de plano de relubrificação a cada intervenção)
Sugerir correção

O que é. Diferente da contaminação, aqui o problema não é o que está no óleo/graxa, mas a ausência ou insuficiência do próprio filme. Isso acontece por excesso de velocidade/temperatura frente à viscosidade do lubrificante escolhido, quantidade errada de graxa (pouca ou — surpreendentemente — excesso, que gera calor pelo próprio atrito interno da graxa), intervalo de relubrificação longo demais, ou perda súbita (bomba de graxa travada, retentor rompido). Sem o filme protetor, as superfícies metálicas entram em contato direto — não risco de partículas como na contaminação, mas atrito metal-metal puro, que gera calor, "solda" e arranca microscopicamente pequenos pontos de material (o chamado smearing, ou escoriação).

Como reconhece em campo. Temperatura anormalmente alta é o sinal mais direto e precoce — muitas vezes antes de qualquer vibração perceptível. Em estágio avançado, ruído crescente e, no pior caso, travamento do rolamento por solda a frio entre as superfícies.

Por que importa. É um dos modos de falha mais evitáveis e mais baratos de prevenir — a correção é essencialmente auditoria de plano de manutenção, não intervenção física cara. E é traiçoeiro: excesso de graxa é tão perigoso quanto falta, o que torna "relubrificar por precaução, sem seguir a tabela do fabricante" uma prática contraproducente.

Framework A — Diagnóstico

Como a falha se comporta no tempo (Nowlan & Heap)

Categoria
Mixed/Complex
β Weibull
próximo de 1 quando abrupta (falta súbita de graxa); >1,3 quando progressiva (relubrificação insuficiente)

Framework B — Prescrição

Tarefa aplicável e eficaz (SAE JA1011 / Moubray)

Decisão
CBM
Periodicidade
Termografia/vibração mensal; verificação de plano de relubrificação a cada intervenção
P-F detectável
Sim
Falha evidente
Sim
P-F típico
dias (perda súbita — bomba de graxa travada, vedação rompida) a meses (subengraxamento crônico)

Plano de manutenção

FOCO NO MODO DE FALHA: Este plano existe para combater especificamente o modo de falha "Falha de Lubrificação (Desgaste Adesivo)" em "Rolamento". Na metodologia RELIABILITAS (Framework A → Framework B), plano de manutenção periódico só é tecnicamente válido para modos de falha com decisão TBM ou CBM. Para falhas aleatórias sem P-F detectável, falhas ocultas ou mortalidade infantil, plano periódico NÃO faz sentido — a resposta correta é outra (RTF + gestão de sobressalentes, proof test, controle de qualidade na montagem). A classificação que fundamenta este plano está na seção 1.

TarefaMétodoCritério de aceitaçãoPeriodicidade
Auditar o plano de relubrificação contra o catálogo do fabricanteCondição de contorno: Revisão documental — não exige paradaComparar intervalo e quantidade programados no CMMS com a recomendação do fabricante para designação, velocidade e temperatura reaisIntervalo e quantidade dentro da faixa recomendada pelo fabricante para as condições reais medidasDivergência → corrigir o plano no CMMS; excesso de graxa é tão prejudicial quanto falta — nunca "engraxar mais para garantir"A cada revisão do plano ou mudança de condição de operação (velocidade, temperatura ambiente)
Monitorar temperatura e vibração de banda ampla como indicador de lubrificação marginalCondição de contorno: Em operação, carga estávelTermografia + vibração (RMS de banda ampla, sem foco em frequências discretas)Temperatura e RMS de banda ampla estáveis frente ao baselineElevação de ambos sem explicação de processo → suspeita de lubrificação marginal; relubrificar/inspecionar antes de aguardar sinal de fadigaMensal

Grafo local

Falha de Lubrificaç…Contaminação do Lub…Fadiga de Contato (…RolamentoMontagem Incorreta …
Fontes6

Normas e institutos

  • ISO 15243:2017 — §5.2.3 (desgaste adesivo — smearing/galling)
  • ISO 281:2007 — razão de viscosidade $\kappa$ e razão de filme $\lambda$

Literatura técnica

  • Harris & Kotzalas — Rolling Bearing Analysis, 5ª ed., cap. 20 (lubrificação elastohidrodinâmica)
  • Moubray, RCM II (1997), cap. 3 — padrões de falha

Outros

  • SKF Evolution — Bearing damage analysis with ISO 15243
  • Machine Design — The Meaning of Bearing Life (L10 vs MTBF)

Revisado em 2026-07-18

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