O que é. O rolamento depende de um filme de lubrificante extremamente fino (frações de micrômetro) para separar as superfícies em movimento. Quando partículas sólidas — poeira, ferrugem, resíduo de fabricação, ou fragmentos de desgaste de outros componentes — entram nesse óleo ou graxa, elas ficam "presas" entre as superfícies e agem como uma lixa em miniatura: cada passagem risca e remove um pouco de material, num processo chamado desgaste abrasivo. Partículas maiores que o próprio filme lubrificante também podem ser "atropeladas" pelos corpos rolantes, deixando marcas de indentação na pista — pontos onde a fadiga vai nuclear mais cedo.
Como reconhece em campo. É um dos poucos modos de falha que se detecta antes mesmo de aparecer na vibração — uma simples amostra de óleo enviada para análise laboratorial (contagem de partículas) revela o problema com meses de antecedência. Vias de entrada clássicas: retentor de eixo ressecado, respiro sem filtro/dessecante, troca de óleo em ambiente sujo, ou desgaste interno de outro componente circulando na mesma linha de óleo.
Por que importa. A estatística de campo é contundente: estudos setoriais atribuem cerca de metade das falhas prematuras de rolamento em bombas à combinação de contaminação + lubrificação inadequada — mais que qualquer outro fator isolado, incluindo a fadiga "pura" do material. É também um dos modos de falha mais baratos de prevenir: análise de óleo trimestral custa uma fração do que custa uma parada não planejada.